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História

Passeio de Maria Fumaça - Um retorno ao passado

O trem do vinho, como é carinhosamente conhecido, é uma das grandes atrações da Serra Gaúcha, um passeio turístico-cultural que preserva viva as tradições de nossos antepassados, através de apresentações artísticas de música italiana, gaúcha e degustações de vinho, espumante e suco de uva. Além disso, a empresa tem uma grande preocupação em manter viva e preservada a cultura ferroviária.
 

Como tudo começou

A rede ferroviária chegou à região no início do século XX, facilitando o escoamento da produção de vinho e demais produtos locais, proporcionando uma base econômica sólida para os municípios da região. A linha entre Carlos Barbosa/Garibaldi/Bento Gonçalves começou a ser construída em 1909 e foi finalizada somente em 1919. Transportou passageiros até a metade dos anos 70 e cargas até a metade dos anos 90.
 

Suas atividades foram retomadas para fins turísticos pela empresa Giordani Turismo, fundada em 17 de novembro de 1992 com o propósito de operar o passeio de Maria Fumaça. No começo a manutenção era realizada em parceria com a Rede Ferroviária Federal. Após a privatização da Rede Ferroviária, a Giordani Turismo passou a ser responsável por toda manutenção e conservação dos equipamentos, da linha ferroviária e das estações e prédios ferroviários. Com o passar dos anos os passeios foram aumentando e sendo reconhecidos internacionalmente.
 

Locomotivas

As máquinas a vapor marcaram um importante período da história, o da Revolução Industrial. No dia 27 de setembro de 1825, o mundo pela primeira vez viu uma locomotiva a vapor na Inglaterra. Hoje, restam somente alguns exemplares em todo o mundo. Três dessas raridades estão em Bento Gonçalves, uma exposta na estação férrea e as outras duas percorrendo os nossos trilhos.
 

MIKADO 156: Fabricada nos Estados Unidos em 1941. Trabalhou na famosa estrada de ferro Teresa Cristina em Tubarão – Santa Catarina;
 

YUNG 4: Fabricada na Alemanha em 1954, veio para o Brasil onde puxava 11 vagões de minério nas minas de carvão da Companhia Siderúrgica Nacional.
 

A composição é formada por uma locomotiva e seis carros, que juntos pesam aproximadamente 300 toneladas (90 toneladas a máquina e 30 toneladas cada vagão aproximadamente). A locomotiva é acesa com lenha e durante o trajeto o fogo é alimentado com briquete (serragem compactada) e movida a água. Este processo é realizado de forma sustentável pela Giordani Turismo utilizando água proveniente de captação pluvial. Seu consumo médio é de 4.000 litros de água por viagem e 900kg de briquete por passeio. O percurso realizado é de 23 km, numa velocidade média que varia de 20 a 30 km/h.
 

O funcionamento da locomotiva à vapor se dá através da queima de lenha e briquete na fornalha. Essa queima ocasiona o aquecimento da água, transformando-a em vapor. O vapor é transportado por uma série de tubos, onde através de sua expansão empurra o pistão da máquina para frente e para trás. Como consequência deste movimento, temos o acionamento das rodas da locomotiva.
 

Produções audiovisuais

Dentre todos os carros o único que possui assentos de madeira é o de n° 215, nele já foram gravadas reportagens para o Fantástico, Globo Repórter, Mais Você  e um dos mais belos filmes brasileiros “O Quatrilho”, em que a atriz Patrícia Pilar aparece viajando de trem. O filme se passa no Rio Grande do Sul, em 1910, numa comunidade rural composta por imigrantes italianos.
 

No ano de 2015, além do carro 215, a estação de Garibaldi, juntamente com a locomotiva serviram de cenário para as gravações do filme “O filme da minha vida” dirigido e interpretado por Selton Mello, que tem previsão de lançamento o ano de 2017.

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